Recuperação das vazões dos rios e revitalização de nascentes através da Recarga Artificial de Aquíferos

Por que os rios estão secando?

A resposta não está nas mudanças climáticas. A explicação é mais simples e pode ser respondida através das seguintes perguntas:

 

De onde vem a água dos rios durante as estações secas?

R: De depósitos subterrâneos, também denominados aquíferos.

E de onde vem a água dos aquíferos?

R: Durante a estação chuvosa, uma parte das águas infiltra-se no solo, formando os aquíferos. Percorrendo caminhos subterrâneos, ela pode permanecer armazenada no interior da terra ou encontrar saídas, formando as nascentes que alimentam os rios.

E por que os rios estão secando?

R: Porque estamos alterando a superfície do terreno, prejudicando a infiltração natural da água no solo. Com isto, os aquíferos estão perdendo suas reservas, as nascentes estão desaparecendo e, por consequência, a água que chega aos rios está diminuindo.

As águas de chuvas infiltram-se no solo e formam os aquíferos, que fluem para a superfície através das nascentes. Os rios são alimentados por essas fontes.

Alterações da superfície impedem a infiltração natural, provocando o rebaixamento gradual dos níveis das reservas subterrâneas.

 

Essa redução é a principal causa do desaparecimento das nascentes. Os rios recebem menos água e perdem suas vazões.

Exemplos de alterações da superfície

Todas as estruturas implantadas pelo homem alteram a superfície e a infiltração no solo

Excesso de consumo

 

Grandes cidades ou atividades como mineração, produção de papel, têxteis, bebidas e várias outras retiram tanta água dos rios que os aquíferos são atingidos, reduzindo suas reservas. No campo, a agricultura intensiva é responsável por mais de 70% de todo o consumo de água no País.

A agricultra consome cerca de 45 bilhoes de m³ de agua no brasil 

Poços Subterrâneos

Considerados muitas vezes como opção para a falta de água, os poços atuam justamente no sentido inverso: com o tempo, a exploração contínua acaba provocando o rebaixamento dos aquíferos, que podem até mesmo se exaurir.

 

“Nos Estados Unidos, segundo um estudo da BBC Mundo (2003), verificou-se que o maior aquífero do país, o Ogallala, estava empobrecendo a uma taxa de 12 bilhões de por ano. A redução total chegava naquela ocasião a 325 bilhões de m3, um volume que igualava o fluxo anual dos 18 rios do estado do Colorado.

 

Em razão disto, muitos fazendeiros nas pradarias altas estavam abandonando a agricultura irrigada por falta de água para ser bombeada dos poços”.

 

Exemplos semelhantes ocorrem mundo afora, e não raro associados à subsidência – desabamento do solo por enfraquecimento devido ao seu ressecamento interior.

 

A superexplotação, ou seja, retirada excessiva de água subterrânea, é um dano real e até muito frequente que causa o esgotamento total dos aquíferos. Na Índia, poços milenares secaram por completo devido ao consumo excessivo e um programa do Governo busca a reabilitação de 300 mil desses poços, introduzindo águas de chuvas neles próprios.

 

Os poços podem e devem ser considerados como uma excelente alternativa para o uso de água; só não podem ser encarados como fonte infinita, pois exaurem-se caso não sejam atendidas suas condições naturais de reposição. Infelizmente, isto não tem sido observado no Brasil, o que explica parte da crise hídrica por que passamos.

 

Drenagem Superficial – Um Capitulo à Parte

Cada tipo de intervenção humana que modifica a superfície provoca uma alteração direta no escoamento das águas de chuvas. Para evitar que o fluxo dessas águas cause danos às estruturas erguidas em seu caminho, são criados dispositivos de drenagem, cuja única função é promover a condução de toda a precipitação ocorrida na área para o próximo rio, por onde escoará até o oceano.

 

Obras de Escoamento superficial: Resolvem  um problema e criam outro.

Uma cidade como Belo Horizonte deixa de infiltrar anualmente cerca de 70 bilhões de litros de água, desviados pelos dispositivos de drenagem instalados em casas, prédios, passeios, ruas e avenidas e que fluem rapidamente através de bocas de lobo, tubulações, galerias e canalizações em direção ao Ribeirão Arrudas. Parte de toda essa água, cujo destino natural seria os aquíferos, com frequência causa inundações e sérios prejuízos à população.

Existe solução para retornar aos níveis normais dos aquíferos?

Um dos aspectos fundamentais que contribui ou não para isto é a geologia da região afetada. As características hidrogeológicas dos aquíferos determinam sua capacidade de armazenamento de água, sendo fundamental esse conhecimento para verificação da possibilidade de solução para o problema.

 

Onde existe, esta é uma só: promover artificialmente a infiltração, restabelecendo através de intervenções humanas aquilo que o próprio homem alterou.

 

Esse processo, conhecido como Recarga Artificial de Aquíferos, já é empregado com sucesso em diversas partes do mundo há dezenas de anos. O Brasil, com toda a abundância de águas que sempre o caracterizou, nunca precisou recorrer a esse processo, por isto ficou para trás.

 

Recarga Artificial de Aquíferos pode ser definida como um conjunto de técnicas que visa a recuperação dos níveis originais dos depósitos subterrâneos, através de dispositivos artificiais que promovem a infiltração das águas de chuvas.

 

Esses dispositivos atuam da mesma forma que o reflorestamento, porém de forma mais imediata e econômica, constituindo-se numa ferramenta mais eficaz, já que pode ser planejada e calculada previamente para a obtenção dos resultados desejados, a curto, médio e longo prazo.

 

Recarga Artificial de Aquíferos

 

Os primeiros registros indicam que a Recarga Artificial teve início em 1875, na Alemanha, na cidade de Chernnitz, e daí espalhou-se pela Europa, alcançando os Estados Unidos no início do Século XX. Atualmente, milhares de projetos foram implantados em dezenas de países, sendo que a maioria (cerca de 85%) nos Estados Unidos, 13% na Europa e os restantes 2% espalhados pelos demais cantos do globo.

 

Como Funciona

 

Dispositivos como trincheiras, poços de infiltração, barraginhas e outros, são instalados no terreno em locais adequados, de modo que interceptem as águas de chuvas quando elas escorrem pela superfície. Como são preenchidos com material drenante, a água penetra e se acumula em seu interior, de onde se infiltra aos poucos no subsolo, alcançando os níveis freáticos. Dessa forma é possível fazer que a água, que outrora penetrava no solo e foi impedida de seguir seu curso natural, seja reintroduzida nos depósitos subterrâneos.

A Recarga Artificial atua da mesma forma que a natureza, devolvendo ao solo as águas impedidas de infiltrar, utilizando-se de dispositivos simples, projetados com essa finalidade.

Trincheira de infiltração: em Construção e Concluída

Poço de infiltração

Recuperação De Nascentes

As nascentes constituem as portas de saída das águas subterrâneas, ou lençóis freáticos. Quando uma nascente seca é porque está faltando água nos lençóis, e estes secam porque ocorreu algum impedimento à infiltração. As causas geralmente são uma ou mais daquelas apresentadas anteriormente.

 

De uma maneira geral, as nascentes são revitalizadas num processo mais amplo de Recarga dos Aquíferos em âmbito regional, ou seja, as nascentes são recuperadas como consequência da elevação dos níveis dos aquíferos.

 

No entanto, em certas situações, podem ser tratadas isoladamente, sem necessidade de intervenções mais profundas, atuando da mesma forma que o reflorestamento em pontos específicos. Trata-se, portanto, de uma alternativa prática para a recuperação de nascentes, onde seja impraticável o reflorestamento,

 

Contudo, é importante observar que não se deve tentar a implantação de valas, barraginhas ou poços de infiltração sem a devida orientação técnica, sob pena de frustração, tempo e dinheiro perdidos ou, ainda mais grave, alterações que piorem a degradação do meio ambiente local. De fato, da mesma forma que a edificação de uma estrutura qualquer exige conhecimentos sobre a natureza do solo em questão, sob risco de desabamento, qualquer dispositivo que venha a modificar o comportamento do solo tem que ser previamente estudado a fim de garantir a segurança e funcionalidade do processo.

 

ÁGUAS DO FUTURO é a primeira empresa no Brasil voltada exclusivamente para a recuperação de aquíferos e nascentes com emprego das técnicas de Recarga Artificial e dispõe de todos os recursos e conhecimento especializado necessários ao diagnóstico e execução de projetos nessa área.

Contato:  31 99850 8618  

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